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Desabafo #1

Fotografia: Cláudia Freitas Ⓒ



 Todos os dias somos desafiados com situações em que ou lidamos com emoção ou com a razão.

O eticamente correcto, a resposta ou reacção mais polida nem sempre acontece, não nos é permitido ou é possível... 

O que poderá ter alguns dissabores. Afinal, não somos perfeitos. 

Mas na verdade, ficamos a pensar que na altura não agimos da melhor forma ou da maneira que os outros acham correcto, e que não vai de encontro ao que as pessoas esperam que seja a nossa reacção... 

Temos pena!

Por mais fortes que sejamos, ou que o mostremos apenas, somos humanos, erramos. 

A armadura que nos protege está lá. A courança também. 

Mas o que nos protege também não será que nos poderá afectar?


Provavelmente os outros também têm de entender, ou deveriam fazê-lo, ou pelo menos tentar, que nós nem sempre estamos bem, nem sempre conseguimos reagir da forma simpática e educada com que habituámos os outros, bem ou mal. 

Caramba! Também temos direito a dizer asneiras, responder torto, reagir, ter uma reação emocional...

Temos o direito a não estar bem. E está tudo bem, tudo certo.

Se os outros vão gostar? Não, mas não faz mal.

Se vão saber como reagir? Claro que não! Mas sinceramente e bem lá no fundo, está tudo certo.


Quantos sapos ja tivemos de engolir? 

Quantas respostas em seco já tivemos de guardar para nós? Não dar aquela resposta que nos vem à cabeça num ápice. Até poderiamos transportar os nossos pensamentos para palavras, mas o nosso bom senso retrai-nos. 

Por outro lado, por vezes, é preciso  mesmo dizer: 

"Chega!" 

"Basta!" 

"Não aceito que me tratem mais assim."

E responder de forma mais acertiva.  

Tomar uma posição.

A sociedade sempre nos incutiu que o estarmos mal, ou termos um dia em que "acordamos com o rabo de fora da cama" não é socialmente bem aceite. Quem diz que isto é correto? Ou que é errado? 

Tanto por dizer... 
Mas a Vida ensinou-me que por vezes ganhamos mais em calar em certas situações. Não desperdiçar a nossa energia em coisas, situações e pessoas que não valem mesmo a pena.


E é isto: 

Ser humano, não ficar a remoer... A auto-sabotagem, a auto-crítica, o diminuir-mo-nos, o não sobressairmos porque somos mulheres, porque o nosso chefe não vai gostar, porque o nosso companheiro não nos respeita o suficiente...

Não somos insignificantes. 

Somos pessoas. 

Quer tenhamos dinheiro, posição, status social, poder, riqueza, berço de ouro, independentemente do sexo, somos apenas pessoas.

A  co-existir, a co-criar.


Está tudo bem. 

E vai ficar tudo bem.

Respirar fundo.


(Ins) pira.

(Res) pira.

(Não) pira.


(and repeat).


(Escrito por volta das 14h00 do dia 26 de Outubro de 2020)

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